
Resident Evil 3: Nemesis é a conclusão da primeira trilogia do Survival-Horror da Capcom campeão de vendas e este episódio, lançado originalmente em 1999 para o PSOne, consolidou a série como um dos grandes clássicos dos games.
Devido ao acordo de exclusividade entre a Capcom e a Nintendo Resident Evil 3 foi o segundo port da série a ser relançado para o Game Cube, mas, diferente de Resident Evil 2, que apresentou exatamente o mesmo conteúdo e até os mesmos gráficos dos usados no PSX, Resident Evil 3: Nemesis, apesar de apresentar também o mesmo conteúdo, teve seus gráficos melhorados e corrigidos para o console que logicamente possui muito mais potencial.
HISTÓRIA
Novamente o jogador encarna no papel da policial Jill Valentine, Sobrevivente dos eventos do primeiro jogo. Agora como ex-membro da força especial da policia de Raccoon City, Jill e seus colegas passam a investigar a mega-corporação Umbrella e sua relação com o acidente biológico responsável pela morte de mais da metade de seus colegas de time. Enquanto Chris e Barry se dirigem para a Europa para um ataque a sede da corporação, Jill acaba ficando para trás em Raccoon City, pois acredita que a grande influencia da empresa na cidade será de grande importância no futuro. Temendo algo pior que o que aconteceu nas montanhas Arklay, Jill já se prepara para o pior.
Ela não poderia estar mais certa. Dois meses após ter sobrevivido às criaturas comedoras de carne humana na mansão que servia de fachada para as armas biológicas da Umbrella, o mesmo acontece em Raccoon City. A policia não consegue deter as hordas de mortos-vivos e a população rapidamente é contaminada, tornando a cidade de Raccoon, um inferno na terra.
É nesse caos que o jogador irá vivenciar novamente os horrores em que se transformarão os cidadãos de Raccoon bem como desta vez encarar, além de outras criaturas mutantes, Nemesis, a mais nova arma biológica da Umbrella enviada para eliminar todos os sobreviventes dos S.T.A.R.S. apagando assim todos os que realmente sabem da verdade por trás do incidente.
Resident Evil 3: Nemesis se da início um dia antes dos eventos de Resident Evil 2, e vai tendo sua evolução tanto durante como depois dos ocorridos do segundo episódio. Apesar de Jill estar sozinha nesta horripilante batalha pela vida ela desta vez terá a ajuda de mercenários enviados pela própria Umbrella com a “intenção” de ajudar os sobreviventes da cidade a fugir e entre eles, Carlos Oliveira, o qual o jogador poderá até controlar por um breve período.

Jillretorna para encarar um novo pesadelo
GRÁFICOS
Quando o port de Resident Evil 2 foi lançado para o Game Cube as maiores criticas foram que os gráficos eram exatamente iguais à versão do PSX, bem ruins se comparados ao potencial do console. Mas desta vez a Capcom resolveu trabalhar mais este quesito fazendo uma limpeza nas deficiências gráficas do game. O que mais chama a atenção é os serrilhados bastante evidentes na versão original do terceiro episódio, tanto para PSX como para o PC e O DreamCast. Quase não é possível encontrar serrilhados nos elementos animados e nem nos personagens do game, que também estão com um visual muito mais limpo e bonito. Os cenários também mereceram mais atenção. Quem jogou o game para o PC percebeu que a qualidade dos cenários se comparada aos elementos animados do game eram horríveis, chegavam a não encaixar no game, pois possuíam até uma colorização muito diferente, fato que não era visto no PlayStation. No GC essa diferença entre o cenário e os personagens foi melhorada e novamente todos estão em harmonia de cores e qualidade.
No demais, a montagem gráfica conserva a mesma qualidade já vista na série, com suas tomadas de câmera fixas, mas com cenários com qualidade impressionante, maiores e mais abertos, já que desta vez você anda mais pela cidade do que por locais fechados, parte criticada no episódio anterior. Fãs curtirão re-visitar locais já visitados em Resident Evil 2 antes mesmo dos eventos do episódio passado acontecerem.
CONTROLES
Apesar de ser lançado para várias plataformas os controles, apesar de muito bons, sempre complicaram os jogadores novatos, e desta vez não é diferente. Apesar de dinâmicos e responderem de maneira muito boa o próprio controle do Game Cube complica as coisas. Movimentar o personagem com eficácia não é para qualquer um devido aos péssimos direcionais do Cubo, fazendo jogadores novatos morrerem inúmeras vezes.
Outro problema é a mira automática. Para quem escolhe esta opção, apesar de mais eficaz, perceberá que o personagem, em muitas vezes, não possui uma mira precisa e acaba desperdiçando balas preciosas, coisa que não acontecia no PlayStation.
A esquiva também da certo trabalho para ser feita mais funciona de maneira eficaz como os outros comandos, bem intuitivos.

Os gráficos estão bem melhores
GAMEPLAY
Além da já conhecida maneira de se jogar Resident Evil, o terceiro episódio traz algumas inovações como esquivas, que dão uma outra maneira para que o jogador escape de um ataque iminente bem como as escolhas de eventos, a maior novidade neste episódio. Em partes da aventura o jogador será questionado sobre duas ações, podendo escolher entre as duas, para que possa escapar de uma situação de risco. Dependendo da opção escolhida pelo jogador o enredo vai se modificando bem como até a localização de alguns itens pelo cenário.
Outra novidade que chama a atenção é uma ferramenta para se fabricar balas para as armas no decorrer do game. O jogador começa com ela (Reloading Tool) e nos cenários vai encontrando diferentes tipos de pólvora que podem ser misturadas e usadas com a Reloading Tool, para a criação de vários tipos de cartuchos.
O game desta vez esta mais fácil que seus antecessores e bem mais curto. Até mesmo os níveis de dificuldade avançados não se comparam aos presentes em Resident Evil 1 e 2, mas nem por isso deixa o game meno divertido.
Os enigmas continuam presentes e bem legais de serem efetuados e novas criaturas podem ser encontradas durante a jornada, podendo ser mortas por um arsenal maior e com uma variedade melhor de armamentos.
Algumas diferenças para as outras versão de Resident Evil 3 podem ser encontradas no decorrer da partida, como por exemplo, a possição e o numero de alguns inimigos e de mensagens mais eficazes para a resolução de alguns enigmas. Mas apesar disso, o game em si continua exatamente igual às outras versões.
SONS
Como já é de se esperar de um título da série a trilha sonora é incrível. Trazendo músicas orquestradas de alta qualidade, elas dão uma sensação ainda maior de medo e suspense no decorrer da partida e estão muito mais “agitadas” criando um apelo de grande conclusão a jornada.
Os efeitos sonoros também estão ótimos. O barulho das criaturas, os tiros e explosões estão super-realistas tendo como destaque o som de fundo, onde se pode ouvir os gemidos dos zumbi a vários kilômetros dali. Já a dublagem apresenta uma ótima qualidade para a época, mas como já visto nos episódios originais acaba sendo um pouco “robótica”, mas com excelentes roteiros.
Mas a maior diversão é o clima que fica ainda mais tenso sabendo-se que a protagonista será perseguida pela aventura inteira pela criatura Nemesis. Batalhas sensacionais ou fugas espetaculares do monstro, um dos mais bem produzidos na história da série, traz o grande diferencial deste game e mostra porque nemesis se tornou um dos mais cultuados inimigos da história.

Os combates e as fugas de Nemesis é um dos pontos altos da trama
REPLAY
Inúmeras roupas, armas e munições infinitas e até mesmo epílogos dos personagens são destraváveis com base no tempo de jogo e a quantidade de vezes jogadas. Existe o mini-game The Mercenaries que também é muito divertido já que se pode controlar um dos 3 mercenários presentes na aventura em um mini-game de tempo. Além de todos estes extras, as opções de escolha durante o game dão vários caminhos no enredo chamando a curiosidade do jogador que quer ver todos os possíveis caminhos e finais, já que são 3 diferentes.

Grande quantidade de extras aumenta o Replay
CONCLUSÃO
Um game assustador, uma história digna de levar o nome da série, um monstro horripilante que te persegue e um dos mais bem feitos games da geração 32 bits garantem o sucesso deste port que vem aliado a melhorias gráficas consideráveis. Indispensáveis para qualquer jogador que não teve a oportunidade de jogá-lo em 1999 e para fãs da série procuram a melhor versão deste pesadelo que é lembrado com muita nostalgia dos bons tempos do PSX. Tenha medo, muito medo!