Já faz 11 anos que “American McGees Alice” foi lançado e mesmo que não tenha feito sucesso no Brasil foi um dos títulos mais importante lançado em 2000, com uma proposta muito ousada em distorcer um dos contos infantis mais famosos do mundo criado por Lewis Carroll.
O conto é de uma garotinha atormentada pela morte de seus pais que se encontra internada num sanatório, diante de um delírio a garota acaba indo parar no “País das Maravilhas”, mas totalmente distorcido e perverso! Depois do final do primeiro game após ter vencido a “rainha de copas” o game avança alguns anos com Alice aparentemente “curada” de sua infeliz perda na infância, mas por alguma razão a garota passa a ter alucinações e se vê obrigada à volta ao País das Maravilhas mais uma vez.
Jogabilidade
É uma “maravilha” explorar o mundo de “Alice: Madness Returns”, com câmera livre para fazer estratégias contra os mais variados tipos de inimigos, alem de proporcionar uma ampla visão para apreciar o que a de melhor no mundo “gótico” de Alice. Os comandos são essencialmente fáceis de executar sem combates muito demorados e com auxilio da câmera tudo deixa mais simplificado.
Importante citar que uma das novidades notáveis é o sistema de evolução de armas que permite melhorar o dano de sua Faca ou outros itens que auxiliam sua aventura. Infelizmente as partes de plataformas são longas e repetitivas, nada que realmente acabe com sua aventura. Os combates não são aquela “maravilha”, tem horas que é de dar pena da pobre garota sozinha contra aquela multidão de inimigos. Ainda bem que temos um arsenal intuitivo.
Gráficos -
Talvez a parte mais impressionante do jogo fique por conta do visual extremamente detalhado, cheio de texturas variadas e sombras. Os cenários são incrivelmente grande, com construções excelentes somadas ao belo visual da protagonista “in game” e dos habitantes nos “dois mundos”. Não a diferença no visual entre o PS3, Xbox 360 ou PC.
Mas apesar da bela direção de art, temos pequenos “deslizes” no decorrer da aventura, como quebra de polígonos ou em certos pontos algumas texturas piscando. Em alguns momentos Alice desliza em certos lugares e cai em buracos que não aparece no cenário (preocupante). Mas calma são pequenos erros que não chega a estraga sua experiência “in game” só incomoda.
Som/Áudio -
As musicas são boas, mas não “excelentes” embora tenha sons “únicos” parece lembrar muito o primeiro jogo, como se tivessem pegado o áudio do primeiro game e melhorado, uma mudança aqui outra ali e está feito. Obvio que não se percebe todo momento mas para quem jogou o primeiro jogo talvez tenha aquela impressão de “já ouvi isso antes”. Já os sons ambientais as coisas mudam embora pouco explorados é possível ver um salto de modernidade, no primeiro game do começo ao fim o som dos passos de Alice eram os mesmos (tirando o pequeno trecho em que você patina no gelo) chegava a ser angustiante em determinados momentos. Há dublagem é a mesma, com aquele tom inocente da protagonista, com um sotaque bem fofo visto no primeiro game. Mas é estranho ouvir aquela mesma voz depois de 11 anos, apesar da falta de evolução a dublagem continua sendo cativante.
Replay -
Não há motivação gratificante para terminar o jogo mais de uma vez, a não ser para apreciar os belos cenários ou descobri um pouco mais os mistérios que cerca Alice. Não é possível (sem ajuda de algum guia) coletar todos os itens (alguns ajudam até mesmo na evolução da personagem). Embora alguns jogadores possam achar o titulo repetitivo (o que não é nenhuma mentira) para outros pode ser mais que suficientes algumas horas na frente da televisão, graças às explorações fascinantes.
Conclusão O jogo se esforça para ser excelente bom, mas tropeça em alguns detalhes dificultando a vida dos jogadores em certos momentos. Embora não seja o tipo de jogo que você pega e fica horas e horas jogando só para passar aquela fase “impossível”, é possível se divertir em vários momentos com uma protagonista cativante num mundo cheio de fantasia e mistério.