Os RPGs não estavam muito em alta, estavam limitados a Sprites (aqueles pequenos bonequinhos feitos de pixels) e cenários desenhados a mão, mas em 1997 uma peça diferente surgiu no console da Sony e explodiu as vendas dentro do Japão e fez com que a Sony vendesse PlayStations que nem água! Sim, estamos falando de Final Fantasy VII.
A própria Sony trouxe o game para o norte da America, pois a empresa Squaresoft (hoje a atual Square Enix), era uma empresa pequena que não tinha muito investimento fora do Japão. Final Fantasy VII explodiu e dos Estados Unidos e da Europa, foi parar em todo o canto do planeta, chegando mais tarde a ganhar uma versão para PC, sem muito sucesso.
Por que Final Fantasy VII fez tanto sucesso? É simples, na época RPGs eram curtos, jogava-se por volta de 20 a 30 horas de game e por causa disso, os cenários eram extremamente simples, personagens então, em um RPG existem muitos! Por isso era necessário fazê-los o mais simples possível! Final Fantasy VII só se podia zerar entre 60 e 80 horas de game. Zerá-lo a 100%? Prepare-se para ver seu relógio de horas jogadas parar e prepare-se para umas 200 horas de game!
Mas com 200 horas ocupando um gamer, o jogo tem que ser bem simples! ERRADO! Todos os cenários de Final Fantasy VII, foram pré-renderizados por especialistas em computação gráfica, isso significa que todos os cenários foram modelados em CG e montados em tomadas fixas, sendo que alguns cenários possuem animação. E a CG não era fraca não, foram muito bem criados!
Os personagens poligonais não receberam muitos detalhes, somente em batalha mesmo, onde o cenário e os personagens recebem o mapeamento de imagens para ser criados, ou seja, são totalmente em 3D, no campo de batalha os personagens possuem tamanho normal e um número maior de detalhes e animações mais bem elaboradas, outra novidade na época, já como os modelos de RPG 3D praticamente não existiam.
A evolução na área sonora foi muito notada, já que é possível presenciar duas músicas no game que foram maravilhosamente orquestradas. As cenas em CG eram o ápice da época e foram muito bem dirigidas, mesmo tendo alguns errinhos praticamente imperceptíveis.
Tudo isso foi muito importante e ajudou a cativar os gamers no mundo inteiro na época em que foi lançado, mas não foi o principal ponto. Final Fantasy já era conhecido por carregar personagens com personalidades marcantes e uma história extremamente inteligente, mas esses dois quesitos chegaram a um patamar jamais visto antes em Final Fantasy VII.
A história de um ex-soldado chamado Cloud Strife, que perdeu sua memória devido a exposição ao Lifestream, assim chamado o sangue do planeta, que trabalhava para uma empresa de energia elétrica, Shinra, que drenava a energia da terra e tinha um esquadrão de combate chamado SOLDIER.
Cloud não trabalha mais pra Shinra e agora se tornou um mercenário, o problema é que ele ainda não lembra do seu passado e Barret Wallace, um chefe do grupo AVALANCHE, um grupo anti-Shinra contrata Cloud e pedido de sua amiga, Tifa Lockheart que diz que Cloud é um excelente soldado e Barret, sua equipe e Cloud invadem um trem que segue para o Mako Reator 1. A história então tem início...
Barret Wallace em pé e ao chão, Tifa Lockhart
O fato é o que vem depois disso, Cloud e Barret conseguem destruir o Mako Reator 1, o problema é que a Shinra fica de sobreaviso e libera seus soldados por toda Midgar (cidade onde eles se situam) atrás de todo o grupo e ataques terroristas começam por todos os lados.
Já preparado para o próximo ataque da AVALANCHE ao próximo Mako Reator, o presidente Shinra arma uma emboscada ao grupo, Cloud acaba caindo de centenas e centenas de metros de altura e já inconsciente, seu corpo arrebenta o teto de uma pequena igreja aos arredores de Midgar e cai sobre uma criação de flores.
Desacordado, duas vozes conversam com Cloud ai você começa a notar, algo está errado, algo não foi dito nessa história ainda... Uma das vozes era Aeris Gainsborough (Na versão japonesa é conhecida como Aerith), uma jovem que encontrou ali, um terreno vértil para plantar suas flores, com o que ajuda a manter as despesas de sua casa junto a sua mãe adotiva.
A partir desse ponto as coisas vão se desenrolar mais, mais personagens aparecerão, mas cada um deles, terá uma participação em especial na história e compartilhará de momentos que irão mexer com você o tempo todo.
A gigante história que Final Fantasy VII traz, ganhou destaque, especialmente por estar incompleta, não houve tempo hábil para se produzir toda a história, era necessário fazer o lançamento do game. O resultado disso é uma consecutiva linha de ações da história que surpreende a cada novo momento, a cada nova cidade que você entra, tudo é surpreendente, na história é impossível achar algo que tenha sido feito somente para “encher lingüiça”, cada pedaço da história tem um motivo para existir.
Só um pequeno aviso quanto a história, ela vai lhe trazer muita revolta, esqueça os clichês das historinhas em quadrinhos, dos desenhos animados ou dos filmes de “boa conduta”, aqui nada do que você viu vai se encaixar pra explicar um único fato, um local debaixo das águas, o confronto do amor e do ódio traduzidos com o fim de toda uma esperança... Enfim, se não jogou, jogue, aguarde por esse cenário abaixo das águas e entenderá o sentimento de revolta que estou a lhe falar.
Vamos deixar as lágrimas um pouco de lado e vamos ao que nos interessa. O sistema de magias. Lembra quando falei do Lifestream, pois bem, os Mako reatores transformam o Lifestream da terra em matérias que dão a seus portadores capacidades mágicas, quando mais você usar uma matéria, mais ela evoluirá e novas magias ela poderá oferecer, as matérias de que falo, são as verdes, elas são responsáveis por todos os poderes elementais e não elementais, ou seja, que utilizam algum elemento da natureza ou não. As amarelas são responsáveis para auxílio em batalha, como se fossem novas habilidades, as roxas são chamadas de matérias de suporte, podem auxiliar aumentando o poder de ataque, de defesa entre outros atributos, as vermelhas... Ah! As vermelhas... As mais doces das matérias, são seus summons! Não preciso dizer mais nada sobre as vermelhinhas, não é mesmo? Por último, temos as matérias azuis, responsáveis pela combinação!
As matérias são equipadas nas armas e nos acessórios, então depende do número de Slots presentes nas armas e nos acessórios para você ter em batalha de um determinado número de magias e habilidades, ou summons, enfim.
Essas matérias podem ser combinadas, ou seja, tenho uma matéria azul chamada “ALL”, seu eu combinar ela a uma matéria de magia como “Fire”, meu ataque de Fire atingirá a todos os oponentes, assim como seu eu combinar com “Cure”, curará todos os meus aliados.
As armas possuem em grande variedade e cada personagem com um tipo diferente e você poderá obtê-las na evolução do game, quando atingir novas cidades, ou encontrar locais escondidos que tenham armas raras, quanto mais evoluir na história, mais armas poderosas serão disponibilizadas, o mesmo acontece com os acessórios e os itens.
Uma nova técnica foi adicionada ao game, chamada de Limit Breaks, onde os personagens, após receberem muito impacto nas batalhas (apanharem mesmo!) tem uma barra rosa que fica completamente cheia e começa a piscar em várias cores e o comando “Attack” se transforma em comando “Limit Break” e você pode desferir um ataque especial extremamente poderoso em seu oponente, ou em alguns Limits, usá-los para curar, ou melhorar as condições de seus personagens.
O Limit Breaks possuem regras para evoluir e vão até o Level 4, cada level carrega dos Limit Breaks e você pode voltar aos níveis anteriores para acessar os Limit Breaks de Level inferior a qualquer momento, porém, a troca de Level faz você perder sua barra de Limit Break.
Pode ter certeza que passar horas e horas jogando Final Fantasy VII não vai ser nenhuma perda de tempo para quem nunca jogou e nem para quem já jogou, essa história merece ser revivida sempre!