
O personagem principal é conhecido (e amado) por todos os fãs de Final Fantasy, Vicent Valentine, um personagem enigmático, veloz, cruel e muito, mas muito estiloso. A história de Vicent já foi contada em Final Fantasy – por namorar a filha do cientista, Hojo, Vicent, que pertencia ao grupo Trunks da Shinra, sofreu deformações por todo o seu corpo. O cientista Hojo, enraivecido com o namoro da filha e de um Turks, resolveu puni-lo e injetou no corpo de Vicent células de J.E.N.O.V.A. que lhe trouxe inúmeras deformações, mas lhe deu a capacidade de se tornar um poderoso demônio.
Vicent Valentine ilustrado pela belíssima cena CG.
Vicent sempre foi um atirador de elite e após Cloud encontrá-lo durante os eventos de Final Fantasy VII, ele tem ajudado a ele e a seu grupo e agora não é diferente, Vicent. Três anos se passaram desde o salvamento do planeta que seria destruído pela “Dark Meteor” e agora, soldados das profundezas pretendem reviver Omega Weapon, uma das mais poderosas criaturas que se manteve em sono profundo até o então.
Vicent começa a correr atrás de informações do projeto Omega e descobre que sua amada, Lucrecia esteve envolvida com o projeto. Ele leva a investigação mais adiante com a ajuda de Reeves, mas no caminho encontra um grupo de inimigos que não o deixarão seguir tão facilmente com o plano de parar o projeto de acordar Omega Weapon, “Azul The Cerulean” e “Shelke The Transparent” (sim, sim... Esses são os nomes deles mesmo) são os dois principais soldados que farão de tudo e mais um pouco para matar Vicent.
Azul tem um história banal, você olha para o tamanho do corpo dele e já imagina o que pode ser, mas Shelke, ela irá surpreender você a um ponto no qual você não pode nem imaginar. Além de ser uma excelente guerreira, ela traz consigo uma história, um motivo pelo qual está lutando e um motivo pelo qual está lutando no lado negro! É, com certeza, o ápice da história.
Se você esperava que a história trouxesse ênfase em outros personagens do game original, pode tirando seu cavalinho da chuva, pois isso não acontecerá, todos os demais personagens fazem pequenas participações durante a história e nenhum deles é jogável.
Cloud está presente, mas só em cenas CGs. Ele não é jogável.
A jogabilidade do game é baseado em Shooters, mas como eu disse, baseado em Shooter, os elementos mágicos existentes em Final Fantasy VII continuam nesse game e sim, é possível combinar Materias nas armas de Vicent para fazer o uso de magia, mas se você é um Shooter viciado em seu estilo, experimente Dirge of Cerberus, mas tenha em mente que ele JAMAIS será um Shooter como os outros que você está acostumado a jogar.
Dirge of Cerberus é bom como game, é divertido e jogabilidade é boa, mas como um Shooter, é com certeza um dos mais básicos games dentro do estilo, faltando muita coisa para se tornar um game Shooter de verdade.
Uma coisa que pode lhe irritar em muitos momentos, é a inteligência da câmera, que as vezes parece ser impossível de controlar e no final acaba mais por atrapalhar do que ajudar o gamer.
O Limit Break, presente no game original, não foi removido desde e permite ao gamer, transformar Vicente em “Galian Beast”, sua forma influenciada pelas células de J.E.N.O.V.A. que foram injetadas a muitos anos atrás. Com a transformação, Vicent fica muito mais poderoso e ganha uma resistência anormal, além dos golpes que pode desferir como uma fera, ele também pode soltar bolas de fogo que tiram dano a longa distância. O uso da transformação tem um determinado tempo e logo acaba.
Seus oponentes podem lhe deixar entediado, já que durante todo o game, o que você mais enfrentará é soldados, cães e seres voadores, não existem muitos outros tipos de inimigos durante o game.
O sistema usado é baseado em missões, onde você inicia um missão e só pode seguir para próxima ao concluir a atual e não pode retornar a missões já concluídas. No final de cada missão é possível comprar itens e customizar a arma de Vicent, para deixá-la mais potente, na forma que você escolher.
O destaque real de Dirge of Cerberus são as animações CGs, que mostram um trabalho belíssimo e tão fino quanto o apresentado no filme Final Fantasy VII: Advent Children e contam a história de uma forma fantástica e com certeza farão você querer assistir mais e mais vezes, realmente um trabalho excepcional.
Vicent contemplando o corpo cristalizado de sua amada, Lucrecia.
As cenas contam com o apoio do pessoal da dublagem, que fez um trabalho tão espetacular quanto o feito no filme, o elenco, aliais, é o mesmo. Os efeitos sonoros do game são um pouco repetitivos e o fato de Vicent não ter nenhuma arma melhor do que aquela com que ele acaba por iniciar o game, fará com que você ouça o mesmo disparo várias e várias vezes.
A trilha sonora do game foi fantasticamente orquestrada por grandes mestres e também acaba se tornando um dos grandes brilhos desse game.
O game acaba com cerca de 12 a 15 horas de game, isso somente seguindo a história normal, mas se você quiser completar as missões extras, prepare-se para gastar uma bela quantia de horas diante do seu PlayStation 2, pois vai precisar, terminando o game, extras são liberados e eles garantem um “replay” do game sim e ao contrário do que você possa imaginar, o módulo mais difícil do game não é impossível e pode sim ser completado.
No final das contas, Dirge of Ceberus se tornou um excelente game, uma ótima opção para fãs variarem o estilo RPG e para os fãs de ação conhecerem um opção, que apesar de fraca, pode ser apresentada como “interessante”. A história do game envolve, contada pela belas cenas CGs e banhadas pela trilha sonora do game, torna-se sublime.