
Final Fantasy XII foi amado e odiado por muitos gamers ao redor do mundo, mas jamais poderá ser julgado como um game ruim, em uma profunda análise, explicamos isso a você e até você, não poderá negar.
Polêmica no Japão, a Square Enix, empresa desenvolvedora mostra detalhes de Final Fantasy XII e por vídeos é possível ver que as batalhas ocorrem em tempo real e não são mais em turnos como nos episódios anteriores dos games da saga. Isso foi realidade um dia e mexeu com muitos hardcore gamers.
A verdade é que os gamers amantes de Final Fantasy estavam acostumados com os games tendo batalhas baseadas em turnos e com o sucesso gigantesco de Final Fantasy X, que foi recebido como o melhor game de RPG baseado em turnos da história dos games, os fãs esperavam uma inovação dentro desse sistema, mas não houve.
Final Fantasy XII veio como um jogo de aventura com ações em RPG e conquistou a vários novos gamers, que antes não jogavam a série devido ao seu sistema de turnos, mas o novo sistema não impediu que os velhos fãs entrassem em batalha.
A qualidade gráfica é com certeza a mais impressionante do PlayStation 2 e chega a usar 100% da sua total capacidade e a arte usada é simplesmente incrível. A equipe responsável pelo desenvolvimento de Final Fantasy XII foi a mesma equipe que desenvolveu Final Fantasy Tactics e o game que se tornou o melhor game do PlayStation (one), o game Vagrant Story.
"Mantenho meus cabelos sempre hidratados... Esse lugar tem o ar tão seco..."
O estilo de batalha, lembra do game Vagrant Story, mas como eu disse, somente lembra, pois está longe de ser o mesmo, os gráficos seguem a mesma linha. Os traços dos personagens são imperfeitos e lembram um trabalho de arte em tela e isso ao ser modelado no 3D mostrou o quão sublime é essa linha de traços!
As animações e as excelentes dublagens deixaram as cenas realmente vivas, com emoções e bastante cativante. As expressões faciais nos personagens são as mais bem trabalhadas nos games da família PlayStation 2 e traduzem tudo o que os personagens sentem.
O trabalho nas cenas CGs são um espetáculo a parte!
A música de Final Fantasy XII também foi feita por outro músico e não por Nobuo Uematsu, mas o mesmo responsável pela trilha de Final Fantasy Tactics (consideradas até hoje uma raridade) e de Vagrant Story e o resultado surpreende.
O que incomodou os gamers são alguns personagens, Vaan, por exemplo, é tido como personagem afeminado, mas que traz consigo uma grande história, mas sendo o personagem principal do game, acabou por não atrair muito cativar muito os gamers.
"Tá calor né?... Ops... abriu..."
Balthier, porém, deu aos gamers o que eles esperavam de um personagem principal. Balthier é um experiente pirata dos céus e Vaan quer ser como ele. Com muito estilo, Balthier cuida de cada situação de uma forma especial e com muita inteligência e óbvio, sempre junto a sua fiel companheira, Fran, uma mulher com orelhas de coelho, altíssima em seu salto alto e com um corpo escultural, que chamaria a atenção de qualquer homem... ou melhor dizendo, macho – já que Final Fantasy XII mistura diferentes tipos de raças e mostra que todas podem viver junto em harmonia.
"Balthier... Esse cara tem muito estilo! Fran... ela é bem... é gostosa mesmo!"
Junto Vaan, sempre está Penello, sua amiga de infância, e então, uma forte e fugitiva princesa se unirá ao seu grupo.
A história começa a se desenrolar e faz isso muito bem, com eventos naturais, o que deixa o game ainda mais bonito e menos “forçado”.
Indo mais afundo no sistema de batalhas, você verá que ele não é tão fácil de ser usado. Você poderá escolher o personagem que controlará na batalha e no momento que estiver pronto para o ataque, uma linha azul sairá do centro do seu personagem e seguirá para cima e irá de encontro ao inimigo que você irá atacar, você pode escolher qual inimigo atacar e então definirá o tipo de ataque que seu personagem desferirá no oponente.
Os outros dois personagens são controlados pelo computador e podem ser programados por você através dos Gambits, o sistema que diz como o personagem deverá agir enquanto estiver sobre a mão do computador, obviamente, influencia você também.
Talvez você demore um pouco para entender o sistema de Gambits, mas depois que pegar o jeito, as batalhas fluem facilmente, mas como em quase todos os games de Final Fantasy possuem aquelas, praticamente, impossíveis batalhas, aqui não seria nenhum pouco diferente.
Final Fantasy XII irá complicar as coisas para você e forçará você a estudar seus oponentes e suas habilidades e assim, criar estratégias específicas para inimigos mais poderosos, caso não o faça, não haverá forma de sair campeão de certas batalhas.
A forma de evolução mudou também, agora é necessário ter licenças para se poder usar determinados níveis de armas e armaduras, sem licenças, você estar inabilitado para usar muitos dos seus acessórios e armas.
Essas licenças, liberam áreas de um tabuleiro, que você acaba gastando seus pontos ativando armas, escudos, acessórios, magias, habilidades, habilidades especiais, itens e status dos usuários, o problema é que você não escolhe o que vai ser primeiro, já que poucas coisas são reveladas no tabuleiro a cada licença e o caminho que você seguir, vai te levar a um grupo diferente de coisas, ou seja, as armas podem estar em baixo no canto esquerdo, escudos em baixo no canto direito, as magias em cima no canto esquerdo, habilidades especiais em cima no centro e por ai vai.
Cada personagem possui seu próprio tabuleiro de habilidades e vai um conselho, habilite o tabuleiro de todos por completo, não importa o quanto seja difícil, pois mesmo com todos os itens, armas e armaduras, você terá enormes dificuldades para enfrentar determinados inimigos.
Os Summons, bem, os Summons nesse game são praticamente todos novos e muito estranhos! A novidade deles é que ao invocá-los, fica você e seu summon em campo de batalha e acredite, ele vai descer o pau em todos os oponentes do campo. O interessante é que ele continua mesmo sem ter inimigos, óbvio que todos os Summons possuem uma barra de tempo, que quando esvaziadas o ambiente volta ao normal, ele desaparece e seus amigos retornam ao campo.
Você pode gastar horas e horas no mundo de Final Fantasy XII, evoluindo seus personagens, participando das caçadas que lhe rendem bons itens exclusivos, ganhando habilidades e assistindo a partes da história que talvez você não visse se não passasse por “aquele lugar”.
Final Fantasy XII com certeza é uma boa opção para qualquer gamer, que gostaria de jogar um game de RPG, mas não consegue suportar o sistema baseado em turnos e até mesmo para os que se aventuram num action-adventure game.
A história impressiona diversas vezes, mas o que mais lhe chamará a atenção, ainda são os cenários que denotam os traços de seus artistas de uma forma muito bela. E um aviso, o fato de ter que enfrentar inimigos o tempo inteiro, poderá deixá-lo meio irritado, pois em determinados momentos, suas batalhas podem se repetir muito e isso se tornar bastante cansativo.