O primeiro episódio desta mais nova série que expande ainda mais o universo dos filmes Star Wars, cativou de surpresa a indústria dos games. Com gráficos deslumbrantes em todas as plataformas, até mesmo no PS2 e o Wii, The Force Unleashed, trouxe um gameplay muito divertido e cheio de habilidades, as quais o jogador teria total controle, na pele de um Jedi aprendiz do malévolo Darth Vader.
Aguardado a muito, e considerado uma das maiores esperas do ano, a seqüência do game considerado como um dos mais divertidos da nova geração, The Force Unleashed II começou a chamar a atenção da mídia, por seus trailers incríveis e a promessa de um jogo que superaria as altas expectativas dos jogadores.
Lançado como multiplataforma, do mesmo jeito que seu antecessor, a seqüência de The Force Unleashed, frustrou todas as grandes expectativas no game. Uma história fraca, gráficos mais simples que o primeiro game e uma jogabilidade sem a diversão do primeiro game, tornou o segundo capítulo desta série um fracasso e decepção em todas as plataformas para qual foi lançado.
No Wii a história se repete, mas como sendo apenas um port da versão do PS3, já se esperava que graficamente o game fosse mais fraco. Mas não se esperava um game tão simples graficamente e ainda retirando a diversão do uso do sabre de luz do personagem através dos sensores de movimento, ou seja, a versão que deveria ser a mais divertida pela jogabilidade, e não pelo apelo gráfico, além de ficar com um game de baixa qualidade, teve também de se contentar com controles simples e que não fazem jus ao console.
Em uma galáxia distante...
A trama deste novo episódio se inicia logo após a criação, por meio do personagem do primeiro game de nome StarKiller, da força rebelde. Com a morte de StarKiller, os rebeldes iniciam inúmeros ataques ao império liderado por Darth Vader, mas acabam por perder um de seus fundadores, e peça chave na batalha contra o mal, o general Kota. A aliança rebelde encontra-se então a beira da extinção, e Darth Vader tem uma nova missão, para o seu mais novo aprendiz.
Em um complexo secreto, onde o império realiza clonagens, um clone de Starkiller é despertado após 30 dias de isolamento. Vader acredita que este clone, ultimo de várias outras tentativas sem sucesso, seja capaz de controlar o lado Escuro da Força, e conseguir apagar as lembranças do StarKiller original de sua mente. Novamente o clone se recorda de imagens fragmentadas do passado e de Juno, amor de StarKiller. Desafiando o próprio Vader, o clone escapa do complexo e parte em busca de respostas, sobre o passado do StarKiller original, a verdade sobre sua origem e o paradeiro de Juno, que desapareceu durante o primeiro game.
A nova trama de The Force Unleashed tem tudo para dar certo e trazer a tela uma bela história, cheia de reviravoltas e momentos épicos. O fato deste novo StarKiller ser um clone, choca o jogador, que começa a procurar por respostas sobre sua origem e o paradeiro dos personagens do primeiro game da série. Um fato que chama a atenção do clone, é o fato que ele possuí o mesmo poder extremo do StarKiller original, e até mais potencial do que o personagem do primeiro game, o que leva a pergunta, será ele um mero clone, ou o aprendiz original de Vader¿.
Ficou curioso certo¿, mas, infelizmente o game não explora a história iniciada logo no início do jogo. Durante a maior parte da aventura tudo que o personagem estará preocupado é em encontrar Juno, tento apenas alguns momentos nos quais passara a encontrar alguns lapsos de sua origem.
Procurando apenas a ação e em mostrar a batalha entre os rebeldes e o império, o game deixa a trama da origem do clone de lado e nada é explicado de maneira eficiente, se caso é explicado. Realmente uma história muito inferior a bela história do primeiro game da série, mesmo tendo a participação de alguns personagens icônicos da série, como o caçador de recompensas e mestre Ioda.

Des-evolução gráfica...
O único fator de destaque nos consoles de primeira geração, os gráficos do game, não se aplica ao port do Wii. Por incrível que pareça, o game consegue ter gráficos piores que o primeiro game da franquia. Personagens, inimigos e cenários. Tudo é muito simples e já decepciona no inicio da aventura.
O personagem e os inimigos possuem texturas muito simples e uma movimentação bem robótica. Já os cenários também decepcionam muito. Apesar dos cenários serem grandes, corredores repetitivos e com poucos objetos lembram games da época do PSX. Usar os poderes fora do comum de StarKiller, no primeiro game era fantástico, já que pedaços das paredes e milhares de cacos de vidro eram jogados ao ar através do poder de telecinésia do personagem. Já agora, a construção simples do cenário, possibilita apenas, arrancar pedaços grandes das paredes e cacos de vidro são pedaços gigantescos e sem textura. A baixa atenção da produtora nos gráficos do game deixaram o jogo muito sem graça. Não existem efeitos de sombra e nem mesmo texturas na pele do personagem principal.
Se você espera que as “magias” do personagem possam salvar o aspecto gráfico do game, não se engane. Até mesmo os efeitos incríveis das magias telecinéticas e elétricas do personagem possuem uma qualidade aceitável.
Mesmo ainda tendo alguns detalhes como a movimentação das roupas do personagem e planos de fundo dos cenários bem produzidos, os gráficos são um dos piores já vistos no Wii neste gênero de game.
Nem mesmo as animações em CG do game se salvam do rebaixamento gráfico imposto para que o game fosse lançado no Wii. Se no game propriamente dito, os personagens possuem pouca ou quase nenhuma textura, nas animações as coisas pioram ainda mais. Cenas simples e toscas dão texturas emborrachadas e sem vida aos personagens, tendo ainda estranhas movimentações das roupas e dos personagens, nada de motion capture. A única coisa que se salva das cenas CG, que possuem menos qualidade que as animações do próprio game, é a direção bem cinematográfica, no estilo dos filmes.
O maior trunfo, outra decepção...
O que todos os jogadores de Wii aguardavam era outro game viciante graças à movimentação através dos sensores de movimento do Wii. Os sensores continuam sendo usados, mas os sabre, sim agora são dois, não podem ser controlados pelos sensores.
Os ataques com os dois sabres é apenas realizado pelo botão A, enquanto os sensores do Wiimote e Nunchuck, funcionam apenas para ativar golpes especiais e o poder telecinetico do personagem. Os controles são confusos e alguns deles não respondem muito bem devido a movimentação falha do personagem.
Um fator muito incomodo é que não se tem uma livre movimentação da câmera do game. Pode-se movimentá-la lateralmente ao redor do personagem, mas não se pode abaixar ou levantar a visão da câmera, o que em alguns pontos, pode complicar a vida do jogador por não possibilitar um ataque a inimigos em níveis superiores ou inferiores ao seu.

Gameplay...
O game ganhou um tema mais RPG, onde o jogador pode evoluir as habilidades que forem sendo adquiridas com forme o avanço no jogo, o jogador terá um numero maior de habilidades a disposição. Este é um fato que aumenta a diversão, mas nem tudo são rosas. Muitas das habilidades que eram principais no primeiro jogo são quase inúteis contra os inimigos, mesmo sendo evoluídas ao máximo. Outras, porém são tão poderosas que praticamente são utilizadas quase o tempo todo, deixando o gameplay reduzido a bater e utilizar uma ou outra habilidade.
Os impactos telecineticos e a chuva elétrica continuam fazendo parte do arsenal de StarKiller. Desta vez elas são mais voltadas à resolução dos pequenos enigmas encontrados na aventura, servindo em batalha apenas para manter os inimigos imóveis ou a distancia. Para ajudar na batalha e nos enigmas o jogador desta vez terá a disposição a visão Jedi. Além de enxergar inimigos camuflados ela possibilita enxergar sistemas de tranca de portas como itens secretos espalhados pelo cenário.
Já as novas habilidades incluem também, destruidoras seqüências de combo que são adquiridas com forme o jogador vai eliminando os inimigos. A barra no canto superior direito da tela vai mostrando o poder do combo que, quanto maior a barra, possibilita a ativação de um combo mais poderoso, que é ativado com a movimentação do Wiimote. Outras novas habilidades de StarKiller incluem, manipular os inimigos para que lutem entre si, e um mega combo que permite eliminar os inimigos com um único golpe através de uma animação.
As novas habilidades são divertidas e mantém um pouco da diversão do game, mas poderiam ser mais equilibradas. A partir do momento em que o jogador adquire as habilidades mais poderosas, outras habilidades não se tornam mais úteis.
As cenas em Quick Time Events também continuam presentes na aventura, mas elas também ficaram simples. Sem grandes cenas, a interação delas com o jogador ficaram bem simples, se resumindo ao jogador movimentar o controle em determinada direção e a animação faz todo o resto da ação. Algo bem simples e sem graça.
Ajuda Jedi...
O game não se torna difícil graças ao sistema de vida utilizado na jogatina. Com vários itens que aumentam tanto a barra de vida como a barra de magias do personagem, as barras se regeneram sozinhas depois de um tempo, possibilitando ao jogador se recuperar constantemente sem precisar pensar muito em sua vida.
Falta de diversidade...
Neste quesito é impossível não comparar este segundo episódio com o primeiro game de The Force Unleashed. As linhas inimigas atacam em grande quantidade, mas a variedade de inimigos é pouca e torna os combates repetitivos, coisa que não existia no primeiro jogo.
Já os cenários também mantém a pouca variedade. No primeiro game cada fase possuía cenários completamente diferentes e variados, o que não acontece em The Force Unleashed 2. Se resumindo a 4 lugares principais o game se mantém preso a corredores futuristas intermináveis e cenários muito parecidos entre si.
Ridiculamente curto...
Outro fator que deixa o game ainda pior é o tempo de jogo. Sem muito esforço, jogadores podem detonar este episódio em um tempo médio de apenas 6 horas. É quase impossível se encontrar um game hoje em dia que seja tão curto como The Force Unleashed 2, fato este que acaba com a pouca diversão do jogo antes mesmo que o jogador comece a ter intimidade com as habilidades do personagem.
Extras...
Durante a curta aventura o jogador pode coletar artefatos que vão liberando vários artworks e personagens para um game extra de combate em 2 jogadores. Os extras deste episódio são idênticos ao do primeiro game, mas o combate entre 2 jogadores ainda é bem divertido.
A possibilidade de se coletar cristais para mudar a cor dos sabres de luz, como aumentar o poderio dos sabres também continua podendo ser utilizados durante a jogatina.
Algo de qualidade...
Tudo também não poderia ser ruim. Os efeitos sonoros do game continuam com a mesma qualidade dos efeitos vistos nos longas metragens. As dublagens também possuem uma boa qualidade mesmo que não tenham nada demais, e algumas vezes sejam bem artificiais.
As músicas do game são o ponto de destaque neste quesito. Com musicas orquestradas, trazem fortemente as lembranças dos épicos filmes, são poderosas e mantém a ação em alta nos momentos Hack and Slash do título.
Interlúdio?...
O game possui 2 finais que podem ser escolhidos no final do game. Os dois apesar de serem diferentes, deixam um mar de dúvidas e uma grande brecha para a história continuar em um terceiro episódio. Ao se assistir o final do game, o jogador tem a sensação de que apenas jogou um interlúdio entre o primeiro episódio e o terceiro, em um game sem explicação nenhuma para as questões levantadas neste novo episódio.
Grande decepção...
Tanto como uma seqüência aguardada de um mega sucesso, como levando em seu nome o legado da saga Star Wars, The Force Unleashed II, é de longe, a maior decepção do ano. Sem nenhum quesito de qualidade, exceto a trilha sonoro, e tendo o apelo gráfico reduzido no port do Wii, já não temos certeza se o próximo episódio vai conseguir apagar a mancha deixada por este capítulo. Cabe a nós apenas aguardar que a equipe da Lucas Arts pense bem no que fez, e não repita a grande falta de qualidade no game e o respeito aos que gastaram seu dinheiro com este título.
Incrivél o jogo é ruim para todos os consoles em que foi lançado ainda bem que esse jogo não foi lançado para o PSP.
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